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Curitiba, 13 de novembro de 2018
 
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Data: 06/11/2018 - 17:29:26

Bilhetagem eletrônica no transporte
coletivo gera debate em plenário

  • Rogério Campos se posicionou contra o projeto da prefeitura que autoriza a bilhetagem eletrônica no transporte coletivo de Curitiba. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
  • Para Chicarelli, a eventual extinção da função de cobrador é apenas a ponta do iceberg dos problemas do transporte coletivo em Curitiba. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
  • Segundo Cristiano Santos, talvez não seja o melhor momento para se tomar a medida, já que pode atingir mais de seis mil famílias. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
  • Ezequias Barros entende que deveria haver um programa para requalificar os trabalhadores do transporte coletivo para novas atividades. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
  • Noemia Rocha perguntou se o projeto foi discutido com os trabalhadores. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
  • Para Katia Dittrich, em um ano os trabalhadores não serão relocados. (Foto: Rodrigo Fonseca/CMC)
Vereadores de Curitiba debateram, na sessão plenária desta terça-feira (6), o projeto de lei que autoriza a bilhetagem eletrônica no transporte coletivo de Curitiba (005.00149.2018), de iniciativa da prefeitura (leia mais). Durante cerca de 40 minutos, os parlamentares que se pronunciaram disseram ser contra a proposta, que não estava na ordem do dia.

O tema foi trazido à tribuna por Rogério Campos (PSC), que criticou a medida. “Seis mil famílias serão desprovidas de rendimentos”, caso o projeto de lei seja aprovado pela Câmara Municipal. O vereador, que na data de hoje completa 21 anos de trabalho como servidor do transporte coletivo, exibiu seu crachá de serviço enquanto estava ocupando a tribuna durante o grande expediente. “Vocês sabem da minha luta para proteger o trabalhador do transporte coletivo e, nesse momento, em especial, os cobradores. E não adianta dizer que esse projeto não é maquiagem. Ele vem dar fim à função de cobrador”, afirmou o parlamentar. Rogério exibiu dois vídeos em que cobradores auxiliam uma pessoa idosa e uma pessoa com deficiência a descer do ônibus.

Para Cristiano Santos (PV), “ninguém é contra a tecnologia, mas talvez esse não seja o momento adequado para isso”. O vereador destacou que ninguém quer ficar desempregado às vésperas do fim do ano. “Temos perspectivas de melhora. Vamos aguardar mais um pouco para ver se os profissionais podem ser reintegrados a novas funções”, complementou. Ezequias Barros (PRP), que também foi cobrador de ônibus em 1978, entende que em algum momento a profissão vai terminar, mas para ele, o ideal seria que não fosse dessa forma. “Deveria haver um programa para dar condições a essas pessoas, cursos técnicos, meios de a pessoa ser reintegrada ao mercado de trabalho”, argumentou Ezequias.

Noemia Rocha (MDB) indagou se o projeto foi discutido com o sindicato e disse que os vereadores podem colaborar com emendas para readequar a proposição. De acordo com Rogerio Campos, a proposta foi debatida pelos trabalhadores na convenção coletiva. “Falou-se em requalificação”, lembrou o vereador. Katia Dittrich (SD) usou o horário destinado às lideranças para dizer que é a favor dos trabalhadores. “O impacto na vida dessas seis mil famílias será muito grande, devemos pensar nessa categoria, até porque não será em somente um ano que eles serão realocados”.

Iceberg
Para Chicarelli (DC) a troca dos cobradores por máquinas de bilhetagem eletrônica é apenas a ponta do iceberg dos problemas do transporte coletivo em Curitiba. Ele lembrou da cidade São Paulo, na qual o transporte público é subsidiado. “São R$ 2,9 bilhões anuais”, destacou o parlamentar. Chicarelli apontou a perda de usuários como um dos principais problemas do transporte coletivo na capital. Cerca de 10 milhões de pessoas deixaram de utilizar o sistema, alertou o vereador, e muito disso se deve ao uso dos aplicativos. De acordo com ele, um usuário que se desloque de ônibus do Hauer até o bairro Mercês gastaria aproximadamente R$ 8,50. “Praticamente o mesmo valor que gastaria usando os serviços de aplicativos”.

“Aproveitando a tendência liberal do novo governo federal, é necessário que abramos o transporte coletivo para uma concorrência mais ampla”, defendeu. Ao mesmo tempo, Chicarelli sugere a desregulamentação do transporte coletivo. Para ele é “inconcebível que o transporte coletivo tenha regras tão rígidas e complicadas”.


Texto:   João Cândido Martins
Edição:   Filipi Oliveira
 
Reprodução do texto autorizada mediante citação da Câmara Municipal de Curitiba.


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